PROFESSORA/OR, NATURALIZAR A EXAUSTÃO NÃO É NORMALIZAR O ADOECIMENTO.
Vivemos em uma lógica que transforma estar sempre ocupada/o, disponível e produzindo em sinônimo de compromisso. Como aponta Eliana Brum, em “Exaustos e correndo e dopados”, há um momento em que o corpo deixa de acompanhar a velocidade que nos é imposta — e começa a cobrar a conta.
Na educação, essa conta aparece de muitas formas: cansaço permanente, ansiedade, afastamentos, perda de qualidade de vida e sofrimento que muitas vezes é tratado como algo que cada pessoa precisa resolver individualmente.
📌 Em 2024, o Brasil registrou 472.328 afastamentos por transtornos mentais, um aumento de 68% em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério da Previdência Social.
Por isso, falar de saúde mental das/os trabalhadoras/es da educação também é falar sobre condições de trabalho, sobrecarga, reconhecimento, limites e direitos.
Não basta ensinar a cuidar. É preciso construir ambientes em que quem ensina também possa ser cuidado.
Parar não é fracassar.
Descansar não é falta de compromisso.
Reconhecer limites também é movimento.
🫂 Se precisar, peça ajuda. E, se puder, ofereça.
💬 Compartilhe esta conversa com uma professora ou um professor que precisa lembrar: você não precisa adoecer para provar que dá conta.
