Para muitas professoras, professores e trabalhadoras/es da educação, o trabalho não termina quando se bate o ponto. Ele segue nos planejamentos, nas preocupações, nas mensagens, nas demandas que ficam para depois — ou que simplesmente são levadas para casa.
Quando a jornada de trabalho começa a ocupar também o tempo de descanso, de convivência, de lazer e de cuidado consigo, precisamos parar de tratar isso como sinônimo de compromisso.
Exaustão não é dedicação. Sobrecarga não é vocação.
Saúde mental no trabalho também passa por discutir tempo, limites, condições dignas e reconhecimento.
E é justamente por isso que falar sobre a realidade das/os profissionais da educação precisa ir além de ensinar cada pessoa a “lidar melhor com o estresse”. Precisamos discutir o que está produzindo esse adoecimento.
Quem cuida de quem ensina?
Quanto da nossa vida o trabalho está ocupando?
Educação não pode depender do esgotamento de quem trabalha nela.
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